Fé e gratidão no mês mariano


Na comunidade liceísta, muitas famílias são devotas de Nossa Senhora e exprimem seu amor confiando a ela suas alegrias e seus receios na certeza de serem acolhidos. São diversas histórias de gratidão à Mãe de Jesus, que sente cada sorriso e lágrima de seus filhos.

A inspetora de alunos Edna C. Francisco tem uma relação muito próxima com Maria Imaculada e sua história emociona quem a conhece. No início da gestação da filha Maria Isabel, hoje com 12 anos de idade, Edna teve pré-eclâmpsia e chegou a pensar que havia perdido o bebê. Em um parto difícil, com pouco mais de seis meses de gravidez, a própria médica não acreditava na sobrevivência de mãe e filha.

“Eu não conseguia mais rezar e, ao tomar a anestesia, pedi a intercessão de Fátima. Eu vi o manto branco dela do meu lado, mas por causa da anestesia não conseguia virar a cabeça. Na hora pensei que devia ser o meu anjo, a minha filha que Deus estava levando, mas quando tiraram o bebê de mim ouvi um barulho fininho e a médica me disse: ‘sua filha está viva’. Foi o dia mais feliz da minha vida. Eu nunca perdi a fé em Nossa Senhora e agradeço a ela diariamente.”

Enquanto aguarda para voltar ao trabalho na escola, Edna mantém o isolamento em casa, falando todos os dias com a filha e com a mãe Terezinha, que moram em Cachoeira Paulista (SP). “Estou bem, orando bastante, tirando esse tempo para estudar. O que está me ajudando muito nesses tempos é a minha espiritualidade, a minha participação nas missas pela TV Canção Nova, como se estivesse mesmo na igreja. Estou em oração para que possamos vencer esse surto de Covid-19 e voltarmos ao convívio com as pessoas que nos são queridas.”

Vida

Outra história que toca o coração é a relatada pela auxiliar de coordenação do Liceu Santista, Tatiane Pereira (foto acima). Ela conta que em 1968, sua avó materna, então grávida de sua mãe, foi diagnosticada pela terceira vez com câncer. O avô, que não aceitou a orientação dos médicos de fazer um aborto para dar continuidade ao tratamento com radioterapia, assinou um termo de responsabilidade por causa do alto risco de óbito de mãe e filha, e entregou as duas a Nossa Senhora.

“Minha avó relata com emoção que, mesmo com barras de chumbo, quando se iniciava o procedimento ela sentia o bebê mexer. E o que as manteve elas vivas foram as orações e a intercessão de Nossa Senhora”, lembra Tatiane. Sua avó, que retornou ao hospital 10 dias após dar à luz para a retirada da mama, ainda teve mais três filhos.
Hoje, aos 79 anos, Maria Lesça Calderoni tem a alegria de conhecer seu primeiro bisneto, Emanuel Salgado S. Pereira, filho de sua primeira neta, que por sua vez é filha daquele bebê que não iria nasce.